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Samarco Realiza Manutenção Em Máquinas Ociosas Para Evitar Deterioração:

Data: 05/12/2017

Fonte: Rádio CBN

A Samarco está focada em preservar os equipamentos e máquinas que possui no Complexo de Germano, em Mariana (MG), com o objetivo de evitar a deterioração devido a ociosidade de mais de dois anos. A mineradora está sem operar desde o rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu em 5 de novembro de 2015.

A empresa está com as licenças necessárias para retomar a produção suspensa e trabalha para solucionar a questão junto aos órgãos responsáveis. Enquanto não obtém as prerrogativas que precisa para voltar a produzir, a Samarco evita que seu patrimônio estrague com o tempo.

O concentrador 3, estrutura mais nova do complexo e que operou por um ano e meio até o desastre, é o responsável pelo beneficiamento do minério. No processo de retorno previsto pela empresa, esse concentrador será o segundo a ser ativado, dando fôlego para a Samarco voltar a operar com 63% de sua capacidade.

"A nossa proposta é voltar com a planta de número 2, que responde por cerca de 26% da capacidade produtiva aqui em Minas Gerais. Em sequência viria o concentrador 3, que somado ao 2 dariam cerca de 63% da capacidade e finalmente o concentrador de número 1, chegando a capacidade total de 30,5 milhões de toneladas por ano", afirma o diretor de Retomada, Alexandre Souto.

Com as licenças suspensas desde o rompimento da barragem de Fundão, a rotina de quem trabalha no complexo mudou. Agora, o foco é a manutenção dos equipamentos e máquinas para que não estraguem com o tempo. Em um dos setores onde haviam 100 pessoas, trabalhando 24 horas, em turnos, hoje são nove. Todos focados na conservação das estruturas.

"A gente faz lubrificações, a gente gira os equipamentos para evitar processos de corrosão, basicamente isso. Eu não tenho autorização para fazer uma manutenção grande, mas manter os equipamentos é o que foi protocolado com os órgãos ambientais e com o DNPM e a gente consegue fazer essa manutenção do ativo", diz o gerente de Manutenção e Minerodutos, Vitor Quittes.

Se a tragédia, em 2015, mudou radicalmente a vida de milhares de famílias e comunidades; o acidente também provocou uma reviravolta na rotina da empresa. Onde antes a Samarco possuía 60 máquinas utilizadas para a extração do minério, hoje há tratores, esteiras, retroescavadeiras e caminhões fora de estrada considerados inutilizados.

Para o complexo de Germano voltar a funcionar, a Samarco precisa obter junto à Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, uma Licença de Operação Corretiva. Para isso, a Samarco precisa mostrar que reforçou as estruturas remanescentes e que as novas estruturas que serão incorporadas no processo de retomada estão livres de qualquer risco. A Samarco informou que não há como precisar uma data para o retorno das operações da empresa.


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