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Sem Licenças, Csn Mineração Demite 400 Trabalhadores Em Três Meses:

Data: 16/12/2017

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

A CSN Mineração demitiu, de outubro a dezembro deste ano, cerca de 400 trabalhadores devido a redução parcial de produção. De acordo com a empresa, grande parte dos desligamentos se deve a falta de licenças para empilhamento de rejeito e estéril, além do licenciamento ambiental para a barragem da mina Casa de Pedra.

O número de demissões contrasta com a expectativa da mineradora, que no início do ano era de contratar 1 mil novos empregados, segundo informou um porta-voz da empresa, em contato por telefone com o Notícias de Mineração Brasil (NMB) nesta tarde. Além das demissões ocasionadas pela falta de licenças, o que interfere diretamente na produtividade da mineradora, algumas estavam previstas devido ao turn over da mineradora.

De acordo com uma fonte com conhecimento no assunto, consultada pelo NMB, a CSN Mineração não deve cumprir neste ano a meta de produção de minério de ferro, estipulada entre 34 milhões de toneladas e 36 Mt de minério de ferro. Segundo a fonte, a CSN Mineração deve encerrar este ano com 4 milhões de toneladas a menos do que a expectativa, ou seja, aproximadamente 30 milhões de toneladas.

Hoje, a mineradora possui aproximadamente 30 equipamentos ociosos, que não podem operar devido a falta das licenças. Enquanto não pode utilizar a barragem Casa de Pedra, a mineradora busca alternativas como o empilhamento de rejeito e estéril, porém ambos também dependem de licenciamentos.

O setor de mineração da CSN emprega, ao todo, cerca de 8 mil trabalhadores. Do total, 6 mil são empregados diretos, entre trabalhadores do setor operacional e administrativo. Além disso a empresa conta com aproximadamente 2 mil empregados terceirizados.

A discussão sobre a segurança da barragem da mina Casa de Pedra acontecem desde de outubro. Em agosto, a empresa obteve a licença para o empreendimento, no entanto, dois meses depois o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o risco de rompimento da barragem.

Desde então, o MPMG pediu a correção das irregularidades, o Ministério do Trabalho determinou a interdição da barragem e o Corpo de Bombeiros afirmou que a estrutura é propensa ao rompimento. No final de novembro, a CSN Mineração protocolou um laudo junto ao MPMG em que atesta a segurança da barragem.


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